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Glaucoma

O glaucoma é a maior causa de cegueira irreversível no mundo.

O glaucoma danifica o nervo óptico, causa perda de campo visual o que, a longo prazo, pode levar à cegueira.

A pressão intraocular elevada pode destruir as células do nervo óptico, causando um aumento da escavação. Isso provoca o aparecimento de pontos cegos no campo visual, iniciando a perda da visão “de fora para dentro”.

Com o tratamento precoce, é possível proteger os olhos contra a perda de visão grave. Dessa forma, torna-se determinante um exame oftalmológico anual para todas as pessoas.
O glaucoma geralmente não apresenta sintomas – é uma doença silenciosa.

Tipos de glaucoma:

1. Glaucoma primário de ângulo aberto

  • O mais comum
  • Pode ter a pressão intraocular aumentada ou normal
  • Causa desconhecida
  • Indolor
  • Nenhum sintoma visual nos estágios iniciais da doença
  • Perda progressiva do campo visual de fora para dentro
  • Aumento progressivo da escavação do Nervo Óptico (lesão no nervo)

Principais fatores de risco:

  • Pressão intraocular aumentada;
  • Casos na família (parentes de primeiro grau têm 6x mais chance de desenvolver glaucoma do que as pessoas sem antecedentes familiares);
  • Raça negra;
  • Miopia;
  • Diabetes;
  • Idade acima de 40 anos.

Tratamento:

  • Colírios para baixar a pressão intraocular
  • Cirurgia a laser (Tabeculoplastia a laser)
  • Cirurgia penetrante (Trabeculectomia)
  • Implantes de drenagem (Tubo)
  • Procedimentos ciclodestrutivos (para olhos cegos, dolorosos pela pressão muito elevada)
  • Procedimentos combinados

O tratamento varia de acordo com a manifestação do glaucoma.

Em geral, o tratamento inicial é clínico e o objetivo é promover a estabilização, retardar ou evitar o surgimento das alterações glaucomatosas por meio da redução da pressão intraocular.

A meta é impedir a perda visual e manter a pressão intraocular em níveis satisfatórios e devidamente controlados.

2. Glaucoma primário de ângulo fechado

  • Responsável por até metade dos casos de glaucoma
  • Mais comum em orientais
  • A íris periférica oclui o ângulo camerular (por onde escoa o humor aquoso), aumentando rapidamente a pressão intraocular
  • A oclusão pode ser intermitente
  • Progressão mais rápida da doença
  • Maioria assintomática

Fatores de risco:

  • Idade acima de 60 anos
  • Orientais e indianos
  • Mulheres
  • Hipermetropia
  • História familiar
  • Olho pequeno

Tratamento:

  • Iridotomia a laser
  • Colírio
  • Cirurgia

3. Glaucomas secundários – principais tipos

  •  Glaucoma neovascular – muito associado ao diabete
  • Glaucoma pigmentar
  • Glaucoma pseudoexfoliativo
  • Glaucoma de causa inflamatória – uveíte
  • Síndrome de Sturge-Weber
  • Obstrução da Veia Cava Superior

TRABECULECTOMIA

Trata-se da técnica cirúrgica mais realizada para controle da pressão intraocular (PIO) atualmente.

Como é a cirurgia?

Consiste na criação de uma válvula para drenagem do humor aquoso (fluido intraocular responsável pela PIO) direcionando-o para uma bolha externa de conjuntiva. Quando a PIO (pressão intraocular) atinge níveis acima do ideal, o excesso de humor aquoso é direcionado à bolha e escoado, restaurando então a PIO ideal.

Realizada atualmente em centro cirúrgico sob anestesia local + sedação, a cirurgia tem entre uma e duas horas de duração e é um procedimento seguro.

No pós-operatório, o paciente deve ser constantemente reavaliado, para que a PIO ideal seja atingida. Pode ser necessário indicar massagem ocular, retirada de pontos ou nova cirurgia.

O uso de colírios anti-hipertensivos também pode ser necessário, em uma minoria dos casos. A complicação mais frequente desde procedimento é a redução insuficiente da pressão intraocular.

Técnica de formação da bolha filtrante Bolha formada no pós-operatório

A cirurgia cura o glaucoma para sempre?

A cirurgia é realizada com o intuito de baixar a pressão intraocular e manter o paciente livre da necessidade de uso de colírios anti-hipertensivos.

São necessárias consultas oftalmológicas de rotina regulares para revisão.

Com o tempo, pode haver um gradativo processo de falência da bolha filtrante, o que eleva a PIO e pode levar à necessidade de recomeçar o uso de colírios ou mesmo de ser indicado novo procedimento cirúrgico.

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