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Cirurgia Lacrimal

As lágrimas são produzidas constantemente para lubrificar os olhos. Depois, são drenadas pelas vias lacrimais, desaguando na cavidade nasal. Assim, a lágrima vai para a garganta e nós engolimos sem perceber. A drenagem inicia-se pelos pontos lacrimais, que são como “ralos” que estão no canto interno das pálpebras.

A obstrução (entupimento) em algum ponto das vias lacrimais pode fazer com que as lágrimas não sejam drenadas adequadamente, provocando lacrimejamento.

Quando ocorre obstrução baixa das vias lacrimais, a lágrima, que deveria ser drenada para o nariz, fica retida no saco lacrimal, propiciando a proliferação de bactérias.

As principais queixas são lacrimejamento constante (uni ou bilateral) há algum tempo e secreção ocular, e, às vezes, infecções recorrentes no canto interno dos olhos (dacriocistite).

Causas

1. Congênitas:a criança nasce com uma membrana na porção mais inferior do ducto lacrimal. Mais de 5% das crianças apresentam sintomas de obstrução das vias lacrimais ao nascimento.

2. Adquiridas:

  • Idiopática: causa desconhecida (46% dos casos)
  • Traumas
  • Dacriolitos: debris inflamatórios contaminados com bactérias e fungos, que se acumulam dentro do saco lacrimal
  • Tumores

Diagnóstico e tratamento:

1. Na CRIANÇA:

A obstrução nasolacrimal do recém-nascido pode resolver espontaneamente em alguns casos até o 6º mês. O tratamento clínico é a primeira etapa e consiste na massagem do saco lacrimal.

A massagem exercendo pressão sobre a região do saco lacrimal e tem como finalidade aumentar a pressão interna sobre o saco. Esta pressão se propaga para a extremidade inferior do ducto, resultando no rompimento da membrana na porção terminal da via lacrimal.

Antibioticoterapia local está indicada nos primeiros meses quando há infecção.

Sondagem da via lacrimal é realizada sob anestesia geral, com técnica e materiais adequados. É consenso que o procedimento cirúrgico está indicado somente após a falha do tratamento clínico, que é realizado após 1 ano de idade e até os 24 meses. A maioria dos trabalhos científicos mostra que o sucesso da sondagem é em torno de 95% até o segundo ano de vida, e que há diminuição desse índice progressivamente com a idade.

Se não houver sucesso na primeira sondagem, realiza-se a segunda. Se não houver sucesso na segunda, indica-se a colocação de um tubo de silicone ou a cirurgia (chamada dacriocistorrinostomia).

2. No ADULTO, a sondagem das vias lacrimais serve apenas como diagnóstico e é feita no consultório.

O tratamento é cirúrgico. A dacriocistorrinostomia (DCR) pode ser feita por via aberta ou endoscópica.

A DCR endoscópica é realizada por um oftalmologista acompanhado por um otorrinolaringologista, e não apresenta de incisão na pele (cicatriz).

As 2 técnicas são realizadas no centro cirúrgico com anestesia geral.

Cirurgia das Vias Lacrimais

A Dacriocistorrinostomia é uma cirurgia que visa criar uma nova passagem para a lágrima até o nariz, já que não conseguimos desobstruir as vias lacrimais.

A técnica convencional (externa) de DCR é realizada pelo médico oftalmologista através de uma incisão externa na base do nariz do paciente.

Com o avanço da cirurgia endoscópica nasal (cirurgia nasal por vídeo), esta cirurgia passou também a ser realizada através da cavidade nasal pelo médico oftalmologista juntamente com o otorrinolaringologista, sem a necessidade de incisão externa.

As duas cirurgias apresentam resultados excelentes, com resolução de até 90% dos casos. As duas são realizadas com anestesia geral, em Hospital de referência, e o paciente tem alta hospitalar no mesmo dia.
O pós-operatório necessita de alguns cuidados, como uso de antibióticos e anti-inflamatórios, compressas frias e lavagem nasal.

O paciente não costuma sentir dor no período pós-operatório.

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